Vi o jogar no campo 2 em Roland Garros... Um campo pequeno onde se vê os jogadores e as jogadas de muito perto. Mais ou menos como o nosso campo nº1 no Estoril-Open, na proximidade. Eu estava nas bancadas perto dos jogadores.
Como todos perceberam, vivi em França durante muito anos, e aproveitei para ver estes antigos campeões ao vivo no maior torneio em terra-batida. Mas não se preocupem, também me interesso pelos novos campeões, quando se gosta deste desporto gosta-se sempre, (acho eu).
Ele surpreendeu toda a gente, quando apareceu, com a sua maneira de vestir: usava o cabelo comprido e pintado, brinco e calções a imitar a ganga. Pelo menos era irreverente para a época. Todos os campeões masculinos, dos quais falei, até agora, tinham todos cabelo curto, alguns com barba por fazer, mas todos com uma aparência, diria eu, mais apresentável. Provavelmente era marketing de uma marca muito conhecida, mas não deixou de ser chocante para os puristas do ténis... Portanto, podemos falar em irreverência sim, mas muito cuidada. No entanto, o que realmente importa é a forma de jogar e o palmarés que jogadores, como ele, adquiriram ao longo da sua carreira profissional e Agassi foi um dos grandes campeões que ficarão para a história.
Mesmo se eu nunca me senti muito atraída por ele, eu sei que vão dizer que eu sou muito difícil, que não percebo nada, etc.... Mas vão perceber o porquê da minha falta de chama relativemente a ele, é que ele jogou na mesma altura do seu grande amigo e rival, que para mim era melhor jogador e claro que era por ele que eu torcia, estou a falar de Pete Sampras. A forma de jogar de Agassi, não era aliciante para os meus olhos, no fundo do campo a maior parte das vezes, mesmo se por magia, anticipava as jogava e batia na bola muito cedo. Ele tinha uma grande resposta ao serviço, conseguia ler o serviço do adversário de forma eficiente e saltava para a bola com agressividade... Isto faz-me lembrar a sua vitória na final de Wimbledon contra Ivanisevic: O serviço contra a resposta e ganhou a resposta, lê-se André Agassi.
Em italiano também é giro, último jogo até se sagrar campeão.
Foi um dos raro a ganhar todos os torneios do Grand-Slam, mas não no mesmo ano, o que é notável apenas o fizeram, nos homens: Fred Perry; Roy Emerson; André Agassi; Roger Federer; Rafaël Nadal. Nas mulheres: Doris Hart; Shirley Fry; Billie Jean King; Chris Evert; Serena Williams.
Já que estamos a falar de Grand-Slam vamos falar de quem ganhou os 4 na mesma temporada, o que é mais difícil ainda, homens e mulheres: Don Budge; Maureen Connelly; Rod Laver; Margaret Smith Court; Steffi Graf.
Já fizemos história, agora voltemos para o nosso querido Agassi.
Sim, querido, gostava da pessoa, mais do que a forma de jogar, era muito dado, simpático, e muito popular graças a isso. Casou com pessoas famosas. A 1ª mulher que o acompanhava de vez em quando nos torneios, era nem mais nem menos, que Brooke Shield, mas acabou por se divorciar. E depois casou com a uma das mais famosas jogadora de ténis, a Steffi Graf com quem tem 2 filhos, já lá vão 10 anos.
Lucrou muito com o ténis e fez muitos anúncios.
Aqui com Pete o eterno rival, no jogo e no meu coração...
Vou deixá-lo com a devida homenagem, que partilhei, no dia em que acabou a sua carreira profisional. Uma das mais longas...
Os seus resultados:
Australian Open: Vence em 1995; 2000; 2001; 2003
Roland-garros: Vence em 1999
Wimbledon: Vence em 1992
U-S-Open: Vence em 1994,1999
Nº 1 do Ranking Mundial em: 1995; 1999; 2003.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Gabriela Sabatini
Decidi pôr a Gabriela Sabatini antes da Steffi Graff, porque quero amadurecer a chegada à melhor tenista de todos os tempos e inspirar-me na sua mais próxima rival e parceira de trabalho. É claro que não vi Susanne Leglen a jogar; ela foi uma grande campeã do início do século 20 e é claro que vivi mais o fim da carreira em singular de Navratilova. Mas, o que partilhei com a alemã, foi de tal forma sentido, que dificilmente haverá uma jogadora que me faça vibrar o que vibrei com ela...
(Tenho de parar de divagar! e voltar para a Argentina com a Gabriela Sabatini)
Ela jogou na mesma altura que Graf. Nasceram com um ano de diferença, e cresceram no ténis um pouco ao mesmo tempo. De certa forma Sabatini ajudou a criar o mito de Steffi. Foi graças a rivalidade entre elas e obviamente entre outras jogadoras, que se construiu uma campeã de uma outra dimensão, de um outro universo.
(Estou a divagar de novo..)
Mas é provável que Sabatini não teve uma carreira melhor porque a Steffi Graf se encontrava no seu caminho e também porque nessa altura o ténis feminino eram muito fértil, havia muitas jogadoras a jogar muito bem.
No entanto, havia um campeonato onde a argentina superava a alemã com uma grande distância: o da beleza. Ela era considerada a mais bela jogadora do circuito profissional na época. Posso dizer que eu nunca partilhei essa opinião, para mim era uma boa jogadora e pronto. Steffi era a perfeição...
Achava-a gira é um facto, mas por exemplo, não gostava da largura dos seus ombros...( eu sei pormenores...) nem da maneira de ela andar ( até parece que eu ando melhor!...) enfim não era sensível à sua beleza quando ela jogava no circuito profissional. Hoje com os seus 40 anos, acho-a muito mais bonita..( Ver foto). Ela, aliás, tornou-se uma empresária de sucesso, graças, justamente, à sua imagem e criou uma linha de perfumes que ainda hoje lhe rende milhões de dólares.
Vi a jogar varias vezes, e uma delas foi em pares com a Steffi em Roland Garros ( outra vez), elas eram na altura as vedetas do ténis feminino.
Os seus movimentos eram amplos e liftados como a maior parte dos jogadores argentinos, que aprendem a jogar na superfície de terra batida. Tinha uma bola pesada com um ressalto muito alto, e para o meu agrado possuía uma esquerda a uma mão ampla e profunda, cheia de efeito também.
Tinha uma maneira estranha de servir, lenta pesada, como todo o seu jogo, e posso dizer como toda a sua expressão corporal. O seu serviço fazia lembrar o de Novotna na utilização das pernas para dar impulsão de forma a ajudar a liftar a bola.
Os seus resultados:
Australian Open: SF em 1989, 1992, 1993 e 1994
Roland Garros: SF em 1985, 1987, 1988, 1991, 1992
Wimbledon: Finalista em 1991
U-S-Open:Vence em 1990
Melhor ranking nº 3 em 1989
(Tenho de parar de divagar! e voltar para a Argentina com a Gabriela Sabatini)
Ela jogou na mesma altura que Graf. Nasceram com um ano de diferença, e cresceram no ténis um pouco ao mesmo tempo. De certa forma Sabatini ajudou a criar o mito de Steffi. Foi graças a rivalidade entre elas e obviamente entre outras jogadoras, que se construiu uma campeã de uma outra dimensão, de um outro universo.
(Estou a divagar de novo..)
Mas é provável que Sabatini não teve uma carreira melhor porque a Steffi Graf se encontrava no seu caminho e também porque nessa altura o ténis feminino eram muito fértil, havia muitas jogadoras a jogar muito bem.
No entanto, havia um campeonato onde a argentina superava a alemã com uma grande distância: o da beleza. Ela era considerada a mais bela jogadora do circuito profissional na época. Posso dizer que eu nunca partilhei essa opinião, para mim era uma boa jogadora e pronto. Steffi era a perfeição...
Achava-a gira é um facto, mas por exemplo, não gostava da largura dos seus ombros...( eu sei pormenores...) nem da maneira de ela andar ( até parece que eu ando melhor!...) enfim não era sensível à sua beleza quando ela jogava no circuito profissional. Hoje com os seus 40 anos, acho-a muito mais bonita..( Ver foto). Ela, aliás, tornou-se uma empresária de sucesso, graças, justamente, à sua imagem e criou uma linha de perfumes que ainda hoje lhe rende milhões de dólares.
Vi a jogar varias vezes, e uma delas foi em pares com a Steffi em Roland Garros ( outra vez), elas eram na altura as vedetas do ténis feminino.
Os seus movimentos eram amplos e liftados como a maior parte dos jogadores argentinos, que aprendem a jogar na superfície de terra batida. Tinha uma bola pesada com um ressalto muito alto, e para o meu agrado possuía uma esquerda a uma mão ampla e profunda, cheia de efeito também.
Tinha uma maneira estranha de servir, lenta pesada, como todo o seu jogo, e posso dizer como toda a sua expressão corporal. O seu serviço fazia lembrar o de Novotna na utilização das pernas para dar impulsão de forma a ajudar a liftar a bola.
Os seus resultados:
Australian Open: SF em 1989, 1992, 1993 e 1994
Roland Garros: SF em 1985, 1987, 1988, 1991, 1992
Wimbledon: Finalista em 1991
U-S-Open:Vence em 1990
Melhor ranking nº 3 em 1989
sexta-feira, 25 de março de 2011
2000 Visitas... Obrigada!!!!!
É bom saber que o meu blogue está a ser consultado, para enriquecer os conhecimentos relativos ao ténis.
Mesmo assim, falta uma parte importante!... A sua história. Estou a trabalhar nela e logo que estiver pronta, irei partilhar com os meus amigos bloguistas. Irei, também, publicar alguns exercícios de ténis...
OBRIGADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Uma prendinha!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Boris Becker
Sei que demorei um pouco a escrever sobre Becker, mas não teve nada a ver com o facto de eu ter ficado hipnotizada com o olhar e o sorriso que ele tem na foto mais em baixo...
Estava eu, a arrumar umas fotos que estavam numa das caixas seladas e guardadas no sótão dos meus pais, quando, fui interrompida com um: " o q´é issssso mãe?". O meu 1º pensamento foi guardá-las e escondê-las de novo na caixa, mas em vez disso, comecei a contar, como se de uma história se tratasse, as imagens que estavam na minha mão.
Dentro desta caixa encontrei pessoas do passado, lugares do passado e sobretudo um país do passado. País este, que eu gostava que ela conhecesse, pois foi graças a ele, que eu tive oportunidade de aprender a jogar ténis. Digo-lhe também umas palavras como " je t´aime " para a familiarizar com uma língua que eu acho deliciosa.
Tiro, no meio, umas fotos dos meus 1ºs alunos, do Clube onde dei os meus 1ºs passos no ténis. Passos decisivos, pelos vistos, na escolha da minha vida... Ela pergunta: " Quem ssão os mininos?" sem ser muito explícita, respondo-lhe que são os alunos da mãe...
Muitos dos jogadores e jogadoras, que me proponho falar no meu blogue, foram jogadores que eu tive oportunidade de ver jogar ao vivo. Uma das fotos que eu segurei estava desfocada, mas reconheci as silhuetas de 2 jogadores de topo daquela altura. Com eles, consigo lembrar-me destes momentos passados em Evreux, na ocasião de uma exibição entre Becker e Noah, de como foi e com quem fui...
A minha máquina não conseguiu melhores fotos por causa da luz artificial que estava no pavilhão desportivo. De facto, além da luz, não era um lugar adequado para un evento como este, visto que, os 2 jogadores feriram os espectadores que estavam sentados nos 1ºs lugares com os seus "smachs" e serviços "liftados". De repente, comecei a ver passar gelo por todo o quanto era sítio.
Estes 2 campeões, além de partilharem a mesma profissão, partilhavam uma boa amizade.
Passamos, um bom momento a rever as fotos até achar que, afinal, tinha de ir desarrumar a sala e ir chatear a avó... Eu, continuei a minha caminhada, que me levou a países do outro mundo.
Como já disse gosto muito dele, sempre foi uma pessoa interessante para mim. Além do seu palmarés desportivo e o facto de ser um grande campeão, tive e tenho um fraquinho pela sua personalidade, ( pronto pelas suas pernas também...).
Sou! sorrateiramente, alguém que gosta dos "Enfants terríbles", dos que se portam mal... No caso dele, notava-se uma efervescência interna que, quando as coisas não lhe corriam de feição explodia por todo o lado. Mas, o mais interessante, era que muitas vezes, era contra ele próprio que esta bomba relógio se voltava. Este comportamento, fazia com que eu acabava por ficar com vontade de lhe tirar as orelhas e de lhe dizer para se concentrar e se comportar como um homem, do alto dos seus 190 centímetros. No fundo, eu achava esta expressão de raiva uma coisa charmosa.
Mas ele tinha uma outra particularidade surpreendente para um homem deste tamanho. Partilhava os seus estados de alma, os seus altos e baixos da sua intimidade. Chegou a falar da dificuldade que ele teve de lidar com a separação, com a sua namorada, quando, ele estava a subir na sua carreira. Disse, chateado um dia "que tinha enterrado o seu urso de peluche na relva de Wimbledon", ele que ganhou o seu 1º título lá, com apenas 16 anos.
Um grande jogo esta meia-final. Notem a posição de Edberg na resposta ao serviço, há uns 3 metros da linha de fundo para responder ao efeito "super-liftado" de Becker e também para poder ter tempo, de o ver chegar a rede, no caso dele subir depois de servir. Nota! que Becker baseava o seu jogo numa táctica de ataque, e também tinha uma grande esquerda a uma mão.
Ganhou muito dinheiro. Na altura, já se calculava que os seus ganhos permitiriam, uma vida abastada para as 5 gerações, depois dele. Comprou a patente da marca da sua raquete para poder ser ele a comercializá-la. Agora tem, a sua própria marca de acessórios para o ténis.
Continua a ser ativo na promoção de vários eventos, continua a fazer manchetes nos jornais com a sua maneira de viver e continua a ser um homem muito interessante para mim.
Os seus resultados:
Australian open: Vence em 1991 e 1996
Roland Garros: Meia-Final em 1987, 1989 e 1991
Wimbledon: Vence em 1985, 1986 e 1989
U-S-Open: Vence em 1989
É nº1 do Ranking Mundial em 1991.
Dentro desta caixa encontrei pessoas do passado, lugares do passado e sobretudo um país do passado. País este, que eu gostava que ela conhecesse, pois foi graças a ele, que eu tive oportunidade de aprender a jogar ténis. Digo-lhe também umas palavras como " je t´aime " para a familiarizar com uma língua que eu acho deliciosa.
Tiro, no meio, umas fotos dos meus 1ºs alunos, do Clube onde dei os meus 1ºs passos no ténis. Passos decisivos, pelos vistos, na escolha da minha vida... Ela pergunta: " Quem ssão os mininos?" sem ser muito explícita, respondo-lhe que são os alunos da mãe...
Muitos dos jogadores e jogadoras, que me proponho falar no meu blogue, foram jogadores que eu tive oportunidade de ver jogar ao vivo. Uma das fotos que eu segurei estava desfocada, mas reconheci as silhuetas de 2 jogadores de topo daquela altura. Com eles, consigo lembrar-me destes momentos passados em Evreux, na ocasião de uma exibição entre Becker e Noah, de como foi e com quem fui...
A minha máquina não conseguiu melhores fotos por causa da luz artificial que estava no pavilhão desportivo. De facto, além da luz, não era um lugar adequado para un evento como este, visto que, os 2 jogadores feriram os espectadores que estavam sentados nos 1ºs lugares com os seus "smachs" e serviços "liftados". De repente, comecei a ver passar gelo por todo o quanto era sítio.
Estes 2 campeões, além de partilharem a mesma profissão, partilhavam uma boa amizade.
Passamos, um bom momento a rever as fotos até achar que, afinal, tinha de ir desarrumar a sala e ir chatear a avó... Eu, continuei a minha caminhada, que me levou a países do outro mundo.
Como já disse gosto muito dele, sempre foi uma pessoa interessante para mim. Além do seu palmarés desportivo e o facto de ser um grande campeão, tive e tenho um fraquinho pela sua personalidade, ( pronto pelas suas pernas também...).
Sou! sorrateiramente, alguém que gosta dos "Enfants terríbles", dos que se portam mal... No caso dele, notava-se uma efervescência interna que, quando as coisas não lhe corriam de feição explodia por todo o lado. Mas, o mais interessante, era que muitas vezes, era contra ele próprio que esta bomba relógio se voltava. Este comportamento, fazia com que eu acabava por ficar com vontade de lhe tirar as orelhas e de lhe dizer para se concentrar e se comportar como um homem, do alto dos seus 190 centímetros. No fundo, eu achava esta expressão de raiva uma coisa charmosa.
Mas ele tinha uma outra particularidade surpreendente para um homem deste tamanho. Partilhava os seus estados de alma, os seus altos e baixos da sua intimidade. Chegou a falar da dificuldade que ele teve de lidar com a separação, com a sua namorada, quando, ele estava a subir na sua carreira. Disse, chateado um dia "que tinha enterrado o seu urso de peluche na relva de Wimbledon", ele que ganhou o seu 1º título lá, com apenas 16 anos.
Um grande jogo esta meia-final. Notem a posição de Edberg na resposta ao serviço, há uns 3 metros da linha de fundo para responder ao efeito "super-liftado" de Becker e também para poder ter tempo, de o ver chegar a rede, no caso dele subir depois de servir. Nota! que Becker baseava o seu jogo numa táctica de ataque, e também tinha uma grande esquerda a uma mão.
Ganhou muito dinheiro. Na altura, já se calculava que os seus ganhos permitiriam, uma vida abastada para as 5 gerações, depois dele. Comprou a patente da marca da sua raquete para poder ser ele a comercializá-la. Agora tem, a sua própria marca de acessórios para o ténis.
Continua a ser ativo na promoção de vários eventos, continua a fazer manchetes nos jornais com a sua maneira de viver e continua a ser um homem muito interessante para mim.
Os seus resultados:
Australian open: Vence em 1991 e 1996
Roland Garros: Meia-Final em 1987, 1989 e 1991
Wimbledon: Vence em 1985, 1986 e 1989
U-S-Open: Vence em 1989
É nº1 do Ranking Mundial em 1991.
domingo, 2 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Stefan Edberg
O meu príncipe!
Quando eu era mais nova... quando os computadores ainda eram básicos com aquele pequeno ecrã, joguei o meu 1º "Prince of Persia". Cheguei ao fim e salvei a princesa! O jogo durou umas boas horas, se não foi a tarde toda.
O "Meu" Stefan Edberg era como este príncipe, temerário, constante na sua missão ( táctica), corajoso, belo, felino e contornando todos os obstáculos.
Com a evolução, este príncipe, mais lindo e sofisticado do que neste tempo, podia salvar-me do meu sequestro "na procura da perfeição tenística". Era uma missão delicada, de encontrar a perfeição no tênis e estes grandes campeões, como ele, conseguiam produzi-la, uns mais que outros obviamente. Stefan Edberg tocou esta perfeição e elevou o ténis a um patamar de beleza e de prazer raramente visto.
Não posso negar que ele foi o meu tal!!! Mesmo com este tempo passado vê-lo jogar de novo é como reencontrar algo de saboroso, profundo, vivo... Ele era humilde, tímido, mas ao mesmo tempo seguro nas suas escolhas, foi ele que mudou a sua esquerda para uma esquerda a uma mão, o que era raro na escola sueca. Foi ele que decidiu jogar ao ataque, o que, também era raro nessa escola. Ou seja, ele contrariou o estabelecido e desenvolveu a táctica que iria servir o seu jogo, demonstrando um ímpeto dominador intrínseco, mas não espalhafatoso.
Vi-o jogar, no campo central de Roland-Garros e quando ele entrou fiquei pasmada... Uma coisa é vê-los na televisão outra é vê-los ao vivo e perto do campo. O meu bilhete dava acesso aos lugares logo depois dos camarotes, portanto, perto do central. Gritei algo e juro que ele sorriu. Como já disse não sou destas "groupies" malucas, ( acho eu), mas Stefan tinha um lugar privilegiado no meu coração e no meu quarto.
Gosto de me lembrar dele dessa forma, mas também gosto de mostrar o lado mais humano de um campeão. Eles são máquinas frias, feitas para ganhar. Por isso, quando algo os transforme em seres sensíveis, gosto de o partilhar. De certeza que estes jogos são os que eles gostariam não ter jogado, e certamente que não querem ser lembrados por isso. Mas é mais forte do que eu...
Edberg, também, sofreu nas mãos de Chang na final de Roland-Garros em 1989. Tal como, Lendl ele não conseguiu adaptar-se ao americano e desorientou-se completamente durante o jogo. Foi duro, para mim, assistir a esta partida.
Os seus resultados:
Australian Open: Vence em 1985 e 1987
Roland-Garros: Final em 1989
Wimbledon: Vence em 1988 e 1990
U-S Open: Vence em 1991 e 1992
Chegou a ser nº 1 do Ranking Mundial em 1990.
Para o nosso prazer...
Quando eu era mais nova... quando os computadores ainda eram básicos com aquele pequeno ecrã, joguei o meu 1º "Prince of Persia". Cheguei ao fim e salvei a princesa! O jogo durou umas boas horas, se não foi a tarde toda.
O "Meu" Stefan Edberg era como este príncipe, temerário, constante na sua missão ( táctica), corajoso, belo, felino e contornando todos os obstáculos.
Com a evolução, este príncipe, mais lindo e sofisticado do que neste tempo, podia salvar-me do meu sequestro "na procura da perfeição tenística". Era uma missão delicada, de encontrar a perfeição no tênis e estes grandes campeões, como ele, conseguiam produzi-la, uns mais que outros obviamente. Stefan Edberg tocou esta perfeição e elevou o ténis a um patamar de beleza e de prazer raramente visto.
Não posso negar que ele foi o meu tal!!! Mesmo com este tempo passado vê-lo jogar de novo é como reencontrar algo de saboroso, profundo, vivo... Ele era humilde, tímido, mas ao mesmo tempo seguro nas suas escolhas, foi ele que mudou a sua esquerda para uma esquerda a uma mão, o que era raro na escola sueca. Foi ele que decidiu jogar ao ataque, o que, também era raro nessa escola. Ou seja, ele contrariou o estabelecido e desenvolveu a táctica que iria servir o seu jogo, demonstrando um ímpeto dominador intrínseco, mas não espalhafatoso.
Vi-o jogar, no campo central de Roland-Garros e quando ele entrou fiquei pasmada... Uma coisa é vê-los na televisão outra é vê-los ao vivo e perto do campo. O meu bilhete dava acesso aos lugares logo depois dos camarotes, portanto, perto do central. Gritei algo e juro que ele sorriu. Como já disse não sou destas "groupies" malucas, ( acho eu), mas Stefan tinha um lugar privilegiado no meu coração e no meu quarto.
Gosto de me lembrar dele dessa forma, mas também gosto de mostrar o lado mais humano de um campeão. Eles são máquinas frias, feitas para ganhar. Por isso, quando algo os transforme em seres sensíveis, gosto de o partilhar. De certeza que estes jogos são os que eles gostariam não ter jogado, e certamente que não querem ser lembrados por isso. Mas é mais forte do que eu...
Edberg, também, sofreu nas mãos de Chang na final de Roland-Garros em 1989. Tal como, Lendl ele não conseguiu adaptar-se ao americano e desorientou-se completamente durante o jogo. Foi duro, para mim, assistir a esta partida.
Os seus resultados:
Australian Open: Vence em 1985 e 1987
Roland-Garros: Final em 1989
Wimbledon: Vence em 1988 e 1990
U-S Open: Vence em 1991 e 1992
Chegou a ser nº 1 do Ranking Mundial em 1990.
Para o nosso prazer...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Obrigado!!!!!!
Obrigada a todos os que visitaram o meu Blogue. Espero que ele seja do vosso agrado.
Gostava que me deixassem comentários para eu poder melhorar algo, para responder as vossas dúvidas de forma ( quase) directa, ou se não gostam de algo, para eu poder rectificar ou não...
Obrigada.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Nathalie Tauziat
Nathalie Tauziat, uma excelente jogadora e a melhor jogadora francesa da altura. Engrenou nas fileiras da escola, institucionalizada, de ténis em França, depois de voltar de África, onde nasceu e começou a jogar.
Trabalhei antes de vir para cá num clube de ténis e vi toda a estrutura federativa e achei-a impressionante. Também é verdade que a França é enorme. Esta estrutura baseava-se no jogador e no treinador, dando ajudas, apoios em troca de bons resultados, obviamente.
A Nathalie tinha um jogo clássico, sabia fazer tudo e muitas vezes gostava de subir a rede. Tinha uma linda esquerda a 1 mão e adorava participar na variante de pares.
O ténis é um jogo onde há um vencedor e um perdedor, o que implica que quando se joga com os melhores é difícil ganhar-lhes. Portanto, não obstante a qualidade do jogo ou o empenho que se aplica, pode acontecer, que uma jogadora talentosa e trabalhadora não chegue as suas aspirações. E é com pena que acho que é o que acontecia com ela. Quando a Nathalie estava no topo da carreira, estava ao mesmo tempo que a Steffi Graff, a Mónica Seles a Sabatini etc... e normalmente perdia estes encontros.
Uma das coisas que ela não tinha era "papas na língua". Aliás escreveu um livro controverso sobre os bastidores do ténis feminino. Criticou nele a carreira milionária de kournikova, que apesar de não ganhar torneios, vendia a sua imagem muito bem. Esta proeza fez com que os seus prémios em publicidade ultrapassassem de longe os seus prémios desportivos.
Não quero discordar com ela ( Nathalie) mas, nesta foto percebe-se o porquê dessa procura.
Vou publicar uma mensagem sobre Kournikova mais adiante neste Blogue para partilhar a minha opinião sobre esta questão.
Os seus resultados:
Australian Open: 4R em 1993
Roland Garros: QF em 1991
Wimbledon: Final em 1998
U-S-Open: QF em 2000
Melhor Ranking: Nº 3 em 2000.
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