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By Ferramentas Blog

sábado, 27 de novembro de 2010

Jana Novotna


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Que pernas!!!



Tive a oportunidade de a ver "ao vivo e a cores" em Roland-Garros em 199.. ( e troca o passo) num dos campos anexos e se me recordo bem foi no nº3 que a vi. Nesse campo, estamos muito perto dos jogadores, aliás, para quem gosta deste desporto, sugiro que façam uma pequena deslocação a um dos 2 torneios do "Grang-Slam" que existem na Europa. Para isso convém pagar um campo principal, porque de certeza que os melhores do ténis vão jogar neles, mas, normalmente, estes bilhetes, também, dão acesso aos campos anexos, onde se pode privar com outros jogadores com um bom "ranking" ao nível mundial. Claro que não estou a contar com as mais de 1000 ou 2000 mil pessoas que podem estar ao nosso lado, mas isto é um pequeno pormenor. ( Não falo do Estoril Open que é obrigatório para todos!)





Eu estava num dos lados, onde os jogadores serviam, quando se operava a troca de campo. Bem assente observava-a com mais ênfase no seu serviço, que eu acho extraordinário para uma mulher. À imagem de Edberg ou Becker ela baixava os joelhos quase até ao chão, e chegava a ter uma curvatura extrema do corpo. Esta preparação permitia dar um impulso maior, afim de bater a bola e de entrar o mais possível no campo, para depois subir à rede. Ao nível físico fazia com que as suas coxas eram extremamente desenvolvidas, potentes e salientes neste corpo alto e magrinho.

Quando se fala de jogadores e jogadoras que estão bem classificados no Ranking Mundial, fala-se (quase) sempre de jogadores altos. Raramente se encontra um jogador com menos de 1,80m e elas com menos de 1,70m. Neste caso a Jana mede 1, 75m. Portanto no serviço, com a raquete, o braço e o impulso ela era capaz de chegar a bater a bola a mais de 2 metros de altura do chão (sem exagerar!).

Esta pujança era a caracteristica da Jana, e o seu jogo de serviço também. Mas algo ocorria com o seu lado emocional. E eu penso, que por este motivo, ela não teve a carreira que merecia o ténis celestial que ela praticava no campo.

Esta foto retrata uma final perdida contra Steffi Graff, em Wimbledon em 1993, em grande parte por causa dos seus nervos, que ao relaxarem a fizeram cair em lágrimas nos ombros da Duquesa de kent. Esta imagem ficou e ficará marcada para sempre. A Duquesa para a acalmar disse que ela iria ter outra oportunidade, e de facto em 1998, ela ganha Wimbledon e recebe das mesmas mãos o troféu, mas, desta vez como vencedora.

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Durante um tempo foi treinada pela minha mentora, ídolo etc... Hana Mandlikova.



Os seus resultados:
Australian Open: Finalista em 1991
Roland-Garros: S/F em 1990 e 1996
Wimbledon: Vence em 1998
U-S-Open: S/F em 1994 e 1998
Chegou a ser nº 2 do Ranking Mundial

Teve uma grande carreira em pares.

domingo, 14 de novembro de 2010

Ivan Lendl

  
O trabalhador!

Ivan Lendl foi um jogador impressionante, na postura, na determinação e no profissionalismo. Não deixava nada ao acaso. Preparava-se antes de cada evento de forma consistente e estruturada. Era uma máquina! Todos os jogadores da época temiam encontrá-lo porque sabiam que para ganhar tinham de jogar de forma irrepreensível. Se baixassem um pouco o nível era inevitável acontecer o que mais receavam: a derrota, mas, se venciam era sinal que estavam preparados, fisicamente como mentalmente, para os encontros seguintes.

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Depois de uns jogadores expressivos, e dentro de outros mais introvertidos, encontrámos em Lendl um jogador frio, gelado, um "iceberg", enfim... Estava bem assente que a sua meta era ganhar, e que nada nem ninguém podia pôr-se no seu caminho.



Que frieza!...Jogar para o homem não é usual no ténis, joga-se, sobretudo, quando não existe outra alternativa, como um "passing" pelos lados, por exemplo. Óbvio que tem de ser jogado com força porque o outro jogador pode ter um reflexo e acertar no nosso campo. Neste caso ele caiu, provavelmente magoado, é melhor (tentar) evitar, não é "Fairplay". Na altura, havia muitos jogadores a subir à rede, como táctica principal e esta atitude dava um ascendente psicológico à Lendl. Os jogadores podiam tremer um pouco antes de se aventurar para a frente.

Lendl sempre procurou melhorar as condições do jogo, ao nível das raquetes como ao nível do vestuário. Era frequente vê-lo jogar no "Open da Austrália" com um chapéu com uma protecção para a nuca.

Foi um trabalhador incansável, lembro-me de ler um artigo sobre uns treinos que ele fez com Sampras na casa dele e posso dizer que eram muito duros...
Tinha um tique estranho, arrancava as pestanas durante o jogo e antes de servir posicionava a raquete na mão, como se, de um revolver se tratasse.
Este colosso teve o jogo da sua vida, (para mim), contra Michael Chang em Roland-Garros em 1989. Toda a sua estrutura, frieza, controlo, desapareceu contra este pequeno americano que sofria de câimbras durante os oitavos de final. Lendl foi incapaz de encontrar uma solução para resolver o jogo contra Chang. Gosto que ele tenha perdido, mostra que no fundo de toda esta aparência de intocável, existia e existe um "Homem" sensivel, humano. Chang sofria fisicamente e era Lendl que agonizava.



Os seus resultados:
Australian Open: Vence em 1989 e 1990;
Roland Garros: Vence em 1984, 1986 e 1987;
Wimbledon: Finalista em 1986 e 1987;
U-S-Open: Vence em 1985, 1986 e 1987.
Foi nº 1 do Ranking Mundial de 1983 à 1984 e de 1985 à 1988.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"My Golden Age!"



Depois de Connors, entrámos na minha "Era", nos meus "anos de ouro" do ténis. Acompanhei por inteiro as carreiras destes jogadores, de quando se tornaram profissionais até ao fim desse período. Tal como Mandlikova, muitos me fizeram estar acordada de noite a torcer para que ganhassem. Era como, se cada fibra do meu corpo jogasse com eles, como se a minha vida dependia deste ou daquele jogo em particular. Até podia-se ouvir o meu coração, nos momentos mais importantes de cada partida.

No lado masculino: Ivan Lendl, Stefan Edberg, Boris Becker, Michael Chang, Thomas Muster, Pete Sampras, Jim Courier etc...
Posso já confidenciar que estava caidinha por un deles.

No lado feminino: Steffi Graff, Gabriela Sabatini, Arantxa Sanchez, Mónica Seles, Jennifer Capriati, Martina Hingins, etc...
Posso já confidenciar que nesta lista existe a maior tenista de sempre ( para mim ).

Que mais posso dizer, todos estes nomes deram-me prazer a ver ténis, fizeram-me crescer com este desporto, fizeram-me sonhar.... Eu que nunca fui dessas "Groupies" malucas que gritem pelos seus ídolos, vi-me a fazê-lo, quando um destes jogadores entrou no campo "central" do Open de França. Não tenho vergonha deste momento, afinal, não somos de ferro! E juro por tudo que o vi sorrir naquele preciso momento... ( Era o Tal!).

Parece uma loucura gostar tanto deste desporto! Garanto que tenho outras paixões. Igual a esta é difícil, porque sou pequena e não cabe tanta intensidade num pequeno corpo como o meu. ( Nada de comparar com o meu rebento, não há comparações!). A verdade, é que sinto-me como Obelix, que caiu no caldeirão de pequeno, e que com a idade se tornou mais forte, graças a poção mágica. Eu sinto mais e mais apreço por este jogo, que assemelho a uma arte. Uma arte que liga o intelecto ao físico e ao psicológico..