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By Ferramentas Blog

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Stefan Edberg

O meu príncipe!

Quando eu era mais nova... quando os computadores ainda eram básicos com aquele pequeno ecrã, joguei o meu 1º "Prince of Persia". Cheguei ao fim e salvei a princesa! O jogo durou umas boas horas, se não foi a tarde toda.
O "Meu" Stefan Edberg era como este príncipe, temerário, constante na sua missão ( táctica), corajoso, belo, felino e contornando todos os obstáculos.
Com a evolução, este príncipe, mais lindo e sofisticado do que neste tempo, podia salvar-me do meu sequestro "na procura da perfeição tenística". Era uma missão delicada, de encontrar a perfeição no tênis e estes grandes campeões, como ele,  conseguiam produzi-la, uns mais que outros obviamente. Stefan Edberg tocou esta perfeição e elevou o ténis a um patamar de beleza e de prazer raramente visto.


Não posso negar que ele foi o meu tal!!! Mesmo com este tempo passado vê-lo jogar de novo é como reencontrar algo de saboroso, profundo, vivo... Ele era humilde, tímido, mas ao mesmo tempo seguro nas suas escolhas, foi ele que mudou a sua esquerda para uma esquerda a uma mão, o que era raro na escola sueca. Foi ele que decidiu jogar ao ataque, o que, também era raro nessa escola. Ou seja, ele contrariou o estabelecido e desenvolveu a táctica que iria servir o seu jogo, demonstrando um ímpeto dominador intrínseco, mas não espalhafatoso.



Vi-o jogar, no campo central de Roland-Garros e quando ele entrou fiquei pasmada... Uma coisa é vê-los na televisão outra é vê-los ao vivo e perto do campo. O meu bilhete dava acesso aos lugares logo depois dos camarotes, portanto, perto do central. Gritei algo e juro que ele sorriu. Como já disse não sou destas "groupies" malucas, ( acho eu),  mas Stefan tinha um lugar privilegiado no meu coração e no meu quarto.

Gosto de me lembrar dele dessa forma, mas também gosto de mostrar o lado mais humano de um campeão. Eles são máquinas frias, feitas para ganhar. Por isso, quando algo os transforme em seres sensíveis, gosto de o partilhar. De certeza que estes jogos são os que eles gostariam não ter jogado, e certamente que não querem ser lembrados por isso. Mas é mais forte do que eu...

Edberg, também, sofreu nas mãos de Chang na final de Roland-Garros em 1989. Tal como, Lendl ele não conseguiu adaptar-se ao americano e desorientou-se completamente durante o jogo. Foi duro, para mim, assistir a esta partida.



Os seus resultados:
Australian Open: Vence em 1985 e 1987
Roland-Garros: Final em 1989
Wimbledon: Vence em 1988 e 1990
U-S Open: Vence em 1991 e 1992
Chegou a ser nº 1 do Ranking Mundial em 1990.

Para o nosso prazer...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Obrigado!!!!!!

 1000 Visitas!!!!!

Obrigada a todos os que visitaram o meu Blogue. Espero que ele seja do vosso agrado.
Gostava que me deixassem comentários para eu poder melhorar algo, para responder as vossas dúvidas de forma ( quase) directa, ou se não gostam de algo, para eu poder rectificar ou não...

Obrigada.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Nathalie Tauziat



Nathalie Tauziat, uma excelente jogadora e a melhor jogadora francesa da altura. Engrenou nas fileiras da escola, institucionalizada, de ténis em França, depois de voltar de África, onde nasceu e começou a jogar.

Trabalhei antes de vir para cá num clube de ténis e vi toda a estrutura federativa e achei-a impressionante. Também é verdade que a França é enorme. Esta estrutura baseava-se no jogador e no treinador, dando ajudas, apoios em troca de bons resultados, obviamente.

A Nathalie tinha um jogo clássico, sabia fazer tudo e muitas vezes gostava de subir a rede. Tinha uma linda esquerda a 1 mão e adorava participar na variante de pares.

O ténis é um jogo onde há um vencedor e um perdedor, o que implica que quando se joga com os melhores é difícil ganhar-lhes. Portanto, não obstante a qualidade do jogo ou o empenho que se aplica, pode acontecer, que uma jogadora talentosa e trabalhadora não chegue as suas aspirações. E é com pena que acho que é o que acontecia com ela. Quando a Nathalie estava no topo da carreira, estava  ao mesmo tempo que a Steffi Graff, a Mónica Seles a Sabatini etc...  e normalmente perdia estes encontros.



Uma das coisas que ela não tinha era "papas na língua". Aliás escreveu um livro controverso sobre os bastidores do ténis feminino. Criticou nele a carreira milionária de kournikova, que apesar de não ganhar torneios, vendia a sua imagem muito bem. Esta proeza fez com que os seus prémios em publicidade ultrapassassem de longe os seus prémios desportivos.

 
Não quero discordar com ela ( Nathalie)  mas, nesta foto percebe-se o porquê dessa procura.
Vou publicar uma mensagem sobre Kournikova mais adiante neste Blogue para partilhar a minha opinião sobre esta questão.

Os seus resultados:
Australian Open: 4R em 1993
Roland Garros: QF em 1991
Wimbledon: Final em 1998
U-S-Open: QF em 2000
Melhor Ranking: Nº 3 em 2000.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Mats Wilander

O tranquilo!

Para mim teve uma carreira , relativamente, rápida.
Ganhou Roland-Garros ainda jovem, chegou a ser número 1 Mundial. Lembro-me da sua esquerda a 2 mãos e que no fim da sua carreira utilizava muito a esquerda cortada. Tinha o jogo típico "sueco", de paciência e de fundo campo. Mas nunca fui muito atraída por ele, apesar da boa figura que ele tinha e tem.


Ganha este jogo e ganha o torneio neste ano de 1988.

Passou um mau bocado por causa de uma suspeita de utilização de uma substância proibida num jogo de pares, com o seu parceiro. Foi ilibado e esta suspeita foi levantada mas não deixa de ser uma mancha, mesmo se desde então, conseguiu branquear o seu nome graças a todas as suas actividades: joga no circuito de veteranos, treina jogadores de topo e sobretudo é comentador de um canal de televisão. É o senhor faz tudo...



"Gosto muito de ver o seu programa, mas, quando diz respeito aos prognósticos que faz antes do jogo, discordámos, quase, sempre "Sr Wilander." E é com pena que lhe digo que tenho, "quase", sempre razão.
Mas temos a mesma paixão por este jogo!"

Claro que a profissionalização obriga uma ligação vitalícia com este desporto, mas parte de uma paixão genuína que não se perde com o tempo.

Vejo-o e sempre o vi como um "cool", "na boa", não no sentido desleixado, combatente e aguerrido claro,  mas, mais num sentido de possuir uma paz interior, uma tranquilidade que se pode ver e sentir.

Os seus resultados:
Australian Open: Vence em 1983, 1984 e 1988
Roland-Garros: Vence em 1982, 1985 e 1988
Wimbledon: Q/F em 1987, 1988 e 1999
U-S-Open: Vence em 1988.
Foi nº 1 do Ranking Mundial em 1988.

sábado, 27 de novembro de 2010

Jana Novotna


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Que pernas!!!



Tive a oportunidade de a ver "ao vivo e a cores" em Roland-Garros em 199.. ( e troca o passo) num dos campos anexos e se me recordo bem foi no nº3 que a vi. Nesse campo, estamos muito perto dos jogadores, aliás, para quem gosta deste desporto, sugiro que façam uma pequena deslocação a um dos 2 torneios do "Grang-Slam" que existem na Europa. Para isso convém pagar um campo principal, porque de certeza que os melhores do ténis vão jogar neles, mas, normalmente, estes bilhetes, também, dão acesso aos campos anexos, onde se pode privar com outros jogadores com um bom "ranking" ao nível mundial. Claro que não estou a contar com as mais de 1000 ou 2000 mil pessoas que podem estar ao nosso lado, mas isto é um pequeno pormenor. ( Não falo do Estoril Open que é obrigatório para todos!)





Eu estava num dos lados, onde os jogadores serviam, quando se operava a troca de campo. Bem assente observava-a com mais ênfase no seu serviço, que eu acho extraordinário para uma mulher. À imagem de Edberg ou Becker ela baixava os joelhos quase até ao chão, e chegava a ter uma curvatura extrema do corpo. Esta preparação permitia dar um impulso maior, afim de bater a bola e de entrar o mais possível no campo, para depois subir à rede. Ao nível físico fazia com que as suas coxas eram extremamente desenvolvidas, potentes e salientes neste corpo alto e magrinho.

Quando se fala de jogadores e jogadoras que estão bem classificados no Ranking Mundial, fala-se (quase) sempre de jogadores altos. Raramente se encontra um jogador com menos de 1,80m e elas com menos de 1,70m. Neste caso a Jana mede 1, 75m. Portanto no serviço, com a raquete, o braço e o impulso ela era capaz de chegar a bater a bola a mais de 2 metros de altura do chão (sem exagerar!).

Esta pujança era a caracteristica da Jana, e o seu jogo de serviço também. Mas algo ocorria com o seu lado emocional. E eu penso, que por este motivo, ela não teve a carreira que merecia o ténis celestial que ela praticava no campo.

Esta foto retrata uma final perdida contra Steffi Graff, em Wimbledon em 1993, em grande parte por causa dos seus nervos, que ao relaxarem a fizeram cair em lágrimas nos ombros da Duquesa de kent. Esta imagem ficou e ficará marcada para sempre. A Duquesa para a acalmar disse que ela iria ter outra oportunidade, e de facto em 1998, ela ganha Wimbledon e recebe das mesmas mãos o troféu, mas, desta vez como vencedora.

Resultado de imagem para Greatest Tennis Chokes Final Part Jana Novotna, Wimbledon

Durante um tempo foi treinada pela minha mentora, ídolo etc... Hana Mandlikova.



Os seus resultados:
Australian Open: Finalista em 1991
Roland-Garros: S/F em 1990 e 1996
Wimbledon: Vence em 1998
U-S-Open: S/F em 1994 e 1998
Chegou a ser nº 2 do Ranking Mundial

Teve uma grande carreira em pares.

domingo, 14 de novembro de 2010

Ivan Lendl

  
O trabalhador!

Ivan Lendl foi um jogador impressionante, na postura, na determinação e no profissionalismo. Não deixava nada ao acaso. Preparava-se antes de cada evento de forma consistente e estruturada. Era uma máquina! Todos os jogadores da época temiam encontrá-lo porque sabiam que para ganhar tinham de jogar de forma irrepreensível. Se baixassem um pouco o nível era inevitável acontecer o que mais receavam: a derrota, mas, se venciam era sinal que estavam preparados, fisicamente como mentalmente, para os encontros seguintes.

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Depois de uns jogadores expressivos, e dentro de outros mais introvertidos, encontrámos em Lendl um jogador frio, gelado, um "iceberg", enfim... Estava bem assente que a sua meta era ganhar, e que nada nem ninguém podia pôr-se no seu caminho.



Que frieza!...Jogar para o homem não é usual no ténis, joga-se, sobretudo, quando não existe outra alternativa, como um "passing" pelos lados, por exemplo. Óbvio que tem de ser jogado com força porque o outro jogador pode ter um reflexo e acertar no nosso campo. Neste caso ele caiu, provavelmente magoado, é melhor (tentar) evitar, não é "Fairplay". Na altura, havia muitos jogadores a subir à rede, como táctica principal e esta atitude dava um ascendente psicológico à Lendl. Os jogadores podiam tremer um pouco antes de se aventurar para a frente.

Lendl sempre procurou melhorar as condições do jogo, ao nível das raquetes como ao nível do vestuário. Era frequente vê-lo jogar no "Open da Austrália" com um chapéu com uma protecção para a nuca.

Foi um trabalhador incansável, lembro-me de ler um artigo sobre uns treinos que ele fez com Sampras na casa dele e posso dizer que eram muito duros...
Tinha um tique estranho, arrancava as pestanas durante o jogo e antes de servir posicionava a raquete na mão, como se, de um revolver se tratasse.
Este colosso teve o jogo da sua vida, (para mim), contra Michael Chang em Roland-Garros em 1989. Toda a sua estrutura, frieza, controlo, desapareceu contra este pequeno americano que sofria de câimbras durante os oitavos de final. Lendl foi incapaz de encontrar uma solução para resolver o jogo contra Chang. Gosto que ele tenha perdido, mostra que no fundo de toda esta aparência de intocável, existia e existe um "Homem" sensivel, humano. Chang sofria fisicamente e era Lendl que agonizava.



Os seus resultados:
Australian Open: Vence em 1989 e 1990;
Roland Garros: Vence em 1984, 1986 e 1987;
Wimbledon: Finalista em 1986 e 1987;
U-S-Open: Vence em 1985, 1986 e 1987.
Foi nº 1 do Ranking Mundial de 1983 à 1984 e de 1985 à 1988.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"My Golden Age!"



Depois de Connors, entrámos na minha "Era", nos meus "anos de ouro" do ténis. Acompanhei por inteiro as carreiras destes jogadores, de quando se tornaram profissionais até ao fim desse período. Tal como Mandlikova, muitos me fizeram estar acordada de noite a torcer para que ganhassem. Era como, se cada fibra do meu corpo jogasse com eles, como se a minha vida dependia deste ou daquele jogo em particular. Até podia-se ouvir o meu coração, nos momentos mais importantes de cada partida.

No lado masculino: Ivan Lendl, Stefan Edberg, Boris Becker, Michael Chang, Thomas Muster, Pete Sampras, Jim Courier etc...
Posso já confidenciar que estava caidinha por un deles.

No lado feminino: Steffi Graff, Gabriela Sabatini, Arantxa Sanchez, Mónica Seles, Jennifer Capriati, Martina Hingins, etc...
Posso já confidenciar que nesta lista existe a maior tenista de sempre ( para mim ).

Que mais posso dizer, todos estes nomes deram-me prazer a ver ténis, fizeram-me crescer com este desporto, fizeram-me sonhar.... Eu que nunca fui dessas "Groupies" malucas que gritem pelos seus ídolos, vi-me a fazê-lo, quando um destes jogadores entrou no campo "central" do Open de França. Não tenho vergonha deste momento, afinal, não somos de ferro! E juro por tudo que o vi sorrir naquele preciso momento... ( Era o Tal!).

Parece uma loucura gostar tanto deste desporto! Garanto que tenho outras paixões. Igual a esta é difícil, porque sou pequena e não cabe tanta intensidade num pequeno corpo como o meu. ( Nada de comparar com o meu rebento, não há comparações!). A verdade, é que sinto-me como Obelix, que caiu no caldeirão de pequeno, e que com a idade se tornou mais forte, graças a poção mágica. Eu sinto mais e mais apreço por este jogo, que assemelho a uma arte. Uma arte que liga o intelecto ao físico e ao psicológico..

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Jimmy Connors

"The Showman!"


Tornou-se profissional em 1972 e eu dava os meus 1ºs passos... Pouco depois, era  nº 1º do ranking mundial e eu tinha uma irmã nova!  Anos mais tarde, ouvia-se falar dele, de Borg, de Mc Enroe, de Vilas, etc.

Se bem se lembram, no " O meu ténis ", conto que o vi jogar contra Christophe Roger-Vasselin em Roland-Garros, no ano de 1983, recordo-me, eu, de um lindo dia de sol. Penso que no " Court Central " do torneio, devia de ser uma das únicas a torcer por ele, sempre que batia palmas e o encorajava, ( sem dar conta do perigo!) tinha uma parte do público a olhar para mim com um ar desconfiado. A minha aparência é bem latina mas tinha a esperança de conseguir passar por uma americana, lá bem no fundo... Desta forma, rematava com uns "Yes!" fortes e convincentes, sempre que ele ganhava um ponto. Perdeu, com muita pena minha, este jogo, num "Open" que nunca conseguiu ganhar.

Neste vídeo está a jogar no U-S-Open de 1974 em Forest-Hills, tinha ele 21 anos e já liderava o ranking mundial. Eu era pequenina e a minha irmã mais nova nascia, já lá vão 36 anos....



Durante a sua carreira era notória a importância de expressar o seu estado de espírito. Era um Showman, um combatente do ténis, qualquer jogo que fazia era uma festa para o público que estava a ver. Nele o que mais me impressionava era os seus ombros, largos e altos, e a sua atitude à imagem de um pugilista, agressiva e provocadora.

Era canhoto e jogava a esquerda com as duas mãos.

Foi pioneiro na introdução de novas tecnologias nas raquetes. Ele utilizava uma Wilson de metal o que na altura era muito invulgar, visto que, todos os outros jogadores usavam raquetes de madeira. Tinha a "direita" com uma preparação e jogada de forma linear e a "esquerda batida" com uma preparação um pouco alta. Normalmente esta preparação é mais utilizada para a "esquerda cortada". No entanto, possuía um jogo completo, defendia bem e conseguia ser ofensivo quando precisava de encurtar o ponto. Ele gostava de antecipar a resposta ao serviço para tomar a iniciativa da jogada.

Dominou o ténis mundial anos a fio até chegar outros grandes campeões como Borg, McEnroe, Lendl.
Ele foi um dos jogadores que permaneceu mais tempo no circuito mundial. Jogou no U-S Open da nova era em Flushing Meadows, onde no ano de 1991, chegou às meias-finais com 39 anos de idade. No ano seguinte festejou os seus 40 anos no mesmo torneio.

Chegou a comentar para a BBC e em 2007 treinou Andy Roddick.



Os seus resultados:
Austalian Open: Vence em 1974;
Roland Garros: S/F em 1979, 1980, 1984 e 1985;
Wimbledon: Vence em 1972 e 1982;
U-S Open: Vence em 1974, 1976, 1978, 1982, 1983.
Foi nº 1 do Ranking Mundial de 1974 a 1979. E alguns anos depois oscilando com Borg e McEnroe.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Chris Evert


Quando eu a conheci, ainda tinha o sobrenome de"Lloyd" do seu casamento com Jhon Lloyd um jogador inglês. Ele depois foi capitão da selecção de ténis da Grande-Bretanha.

Ela era uma jogadora de fundo do campo, que esperava o momento certo para desestabilizar as suas adversárias. Jogava de forma matemática as bolas, dentro de todo o espaço disponível do campo. Parecia um tabuleiro de xadrez, onde ela mexia os peões com uma intelligência para conquistar as suas grandes vitórias.

Aqui estava uma jogadora que batia a sua esquerda com as 2 mãos.

Era e é muito feminina, ao invés de Navratilova, até o seu andar era peculiar, balançava com um ar de desdém para com todos que giravam a sua volta.



A sua hegemonia durou muitos anos até chegar a sua grande rival e amiga Martina. Ainda jogou contra Mandlikova jogos importantes, mas o seu auge foi a sua rivalidade com Navratilova. Existia a vontade da a tirar do seu pedestal por parte da checa. Aliás as suas tácticas de jogos eram complementares, uma atacava e a outra defendia, como uma raposa, esperta e certeira. Por isso o espectáculo era sensacional.



A Chris Evert tem uma postura consciente, vencedora e elitista.

Pessoalmente, não me cativava, mas, disse algumas frases que eu guardo comigo como sendo sagrados "graals" dos segredos do "seu ténis". Uma delas referia-se ao seu jogo, onde indicava que gostava de jogar no fundo do campo como se estivesse a jogar "passings-shots". Interessante este ponto de vista, porque claro que quando um jogador se aproxima da rede atacando, obriga o jogador que defende a responder com uma bola com mais pressão, com mais força e com necessidade de ganhar o ponto. Estes "passing´s" podem ser cruzados ou ao longo da linha. É um pouco o tudo ou nada. Achei este comentário fantástico. Sim! porque não o fazer como base do nosso jogo de fundo do campo; claro que é preciso muito trabalho para se conseguir tal proeza. Desta forma dá para entender-mos o empenho dela na utilização da mente, para encontrar soluções tácticas, baseadas no intellecto e não no seu lado emocional.

Houve outros comentários, mas, menos transcendentes, um deles apenas falava de como tinha de dormir nos aviões por causa dos fusos horários e; a noticia escaldante! que dizia que ela mascava muita pastilha elástica, como boa americana que é...

Os seus resultados:
Australian Open: Vence em 1982 e 1984;
Roland Garros: Vence em 1974, 1975, 1979, 1980, 1983, 1985, 1986;
Wimbledon: Vence em 1974, 1976, 1981;
U-S Open: Vence em 1975, 1976, 1977, 1978, 1980, 1982.
Foi nº 1 do ranking feminino de 1975 à 1981.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

John McEnroe



Um temperamental!

Vi-o jogar muitas vezes, contra Borg, Connors, Lendl, etc e lembro-me, em particular do seu mau feitio, ele que era um artista do ténis. Podia ser comparado a um génio, mas, esta ira estragava o que emanava dele. Eu adorava o seu ténis, mas sabia de antemão que algo iria correr mal durante o jogo. Que a culpa iria ser do arbitro, dos fotógrafos ou do público, de qualquer coisa... A sua atitude fazia lembrar um menino mimado, rebelde, indomável, o que no ténis é muito invulgar, porque os jogadores procuram mostrar o menos possível as suas emoções. Lá estava um jogador que explodia e levava tudo a sua frente. É provável, que o público já o ia ver com a intenção de viver estes momentos que frisavam a má educação. Era claro que nem todos os seus adversários gostavam das suas reacções. No entanto, como por magia, ele conseguia jogadas impressionantes de seguida, estava mais enervado, mas, parecia ser uma forma de se concentrar e de se motivar.




Ele baseava o seu jogo num bom serviço para subir a rede, é canhoto e ele serve, ainda hoje,( joga no circuito de veteranos), de costas para ela. Jogava para o ataque um jogo felino e rápido para surpreender os seus adversários da altura. A sua preparação da direita era muito curta quase que jogava sempre em meio-volei, com a intenção de ir para frente e de quebrar o ritmo do jogo. A sua esquerda é a uma mão e a sua técnica é um pouco peculiar, parecendo que bate a bola sempre em desconforto, mas com uma eficácia que fazia com que ele aparecesse de repente a rede para acabar o ponto com voleis maravilhosos.



Podia-se escrever horas e horas sobre ele, o que ele fez, o que ele é e o que ele foi. Para mim é um mágico temperamental do ténis. Penso que de todos, ele foi um dos mais integrado. Continua a jogar, comenta para a televisão os jogos de ténis, foi capitão da selecção dos estados-unidos na Taça Davis e agora tem a sua própria academia.



Os seus resultados em Grand-Slams:
Australian Open: 1/2 finalista em 1983;
Rolang Garros: Finalista em 1984;
Wimbledon: Vence em 1981, 1983, 1983, 1984;
U-S Open: Vence em 1979, 1980, 1981, 1984.
Atingiu o 1º ligar do ranking mundial de 1980 a 1984.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Martina Navratilova




Já referi, que na minha juventude, não gostava muito da Navratilova. Penso que se devia ao facto de me identificar com 2 campeãs que lhe eram rivais: a Hana Mandlikova e a Steffi Graf. No fundo ela era o meu "patinho feio" no ténis feminino. Não deixa, no entanto, de ser um exemplo para todos. Uma grande campeã com um palmarés invejável.

Ela tinha uma estrutura física que fazia lembrar um homem, tal era a sua musculatura. Para mim era o suficiente para a julgar e criar um monstro na minha cabeça. Como ela vinha dos países de leste onde se suspeitava o uso de "doping" nos desportos, via como o fruto desta perfídia e juntei-a neste leque. Óbvio que eram apenas suspeitas e não estou aqui para provar nada, nem para julgar quem quer que seja. No entanto, a utilização do físico treinado, puxado ao extremo era de tal forma que as atletas de velocidade, sobretudo, um pouco como hoje ao nível muscular é verdade, eram muito masculinas, mas, aqui elas conseguiam resultados que ainda perduram hoje.

Tenho aqui um exemplo de uma corredora de velocidade que me deixou abismada na altura, quando as nações de leste ainda dominavam no atletismo.




Depois, desta minha relutância em aceitá-la, por este ou por outro motivo, soube que ela era uma jogadora que no seu início tinha peso a mais. Ela teve de trabalhar arduamente para conseguir chegar ao máximo do "fitness" e penso que ela foi pioneira na ligação do físico trabalhado, para conseguir bons resultados no ténis. É provável que alterou o ténis feminino, que passou a ser mais atlético depois dela.
Os seu jogo era muito ofensivo, um pouco a imagem de Mc Enroe, os dois são esquerdinos e gostam de acabar o ponto na rede. Ela é a detentora dos recordes absolutos de vitórias tanto em singulares como em pares. Não gostava dela é verdade na altura, mas, como a sua presença no circuito profissional durou e dura ainda hoje, dá para entender que o ténis é realmente a sua grande paixão. É uma atleta inegualavél, eu gostava de a conhecer e dizer-lhe que estou rendida e que lhe devo as minhas desculpas por não a apreciar quando estava no auge, nos anos 80.
Ao contrário de Evert eu acho que Martina foi uma jogadora mais emocional, jogando com os sentidos e a antecipação em cada jogada , e claro com um físico trabalhado e um talento incrível.



Os seus resultados são extraordinários:
18 torneios do Grand-Slam, o recorde de vitórias em torneios em singulares e em pares.

As suas vitórias em grand-slam´s foram:
Australian Open: Ganha 3 vezes em 1981, 1983 e 1985.
Roland Garros: Ganha 2 vezes em 1982 e 1984
Wimbledon: Ganha 9 vezes em 1978, 1979, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987 e em 1990.
U-S Open: Ganha 4 vezes em 1983, 1984, 1986 e 1987.

Posso dizer que, agora vejo-a como uma deusa grega do ténis, uma lenda viva...

Uma palavra de apoio pelo momento difícil que ela vive.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Bjorn Borg

A geração de Bjorn Borg, Guillermo Vilas, Vitas Gerulaitis, Adriano Panata, Billie Jean King, Evonne Goolagong, Andrea Jeager, etc..., foi uma geração anterior ao meu interresse pelo ténis, era muito nova quando estavam no auge, no entanto, lembro-me de alguns aspectos relacionados com eles, do ponto de vista tenístico como do ponto de vista pessoal. Bjorn Borg, por exemplo, um grande campeão, e de facto se não segui o seu apogeu, existe muitos testemunhos do seu tempo como número 1, que são relatados nos principais canais de televisão ou pelos seus adversários e amigos. É que Borg era um campeão sim, mas, sobretudo, uma grande estrela, igual ás estrelas de cinema e de música, suscitava uma euforia geral. Era, e é! giro, tinha uma postura que lhe deu o nome de "Iceborg", tal era o controlo que ele tinha no campo.

O ténis era uma cultura, sobretudo em França, e as finais faziam parte da programação dos canais de televisão da altura. Obviamente que tudo conjugado era difícil não ver este espectáculo, quando era divulgado, numa pequena televisão a preto e branco...

Este vídeo é o testemunho da sua magia como jogador, contra outro mágico, mas este em ascensão. O tie-break dura mais de 20 minutos, é empolgante e mostra um ténis de sonho. Falo obviamente da final de Wimbledon no ano de 1980.

Bom Espectáculo...





Nota-se que os lugares do central ainda eram de pé.

De facto, vivi mais o declínio de Borg do que a sua permanência como nº 1 do ranking mundial, mas, não quero fugir a enumeração dos título que o colocaram na história como um dos melhores do mundo.

Começo pelo um facto extraordinário, jogou a Taça Davis com apenas 15 anos e permitiu à Suécia ganhar o encontro. A partir d´aqui, não parou de ganhar títulos em júniores, e na sua ascensão com apenas 17 anos ganha o seu 1º titulo do Grand-Slam, no escalão de seniores, em Roland-Garros no ano de 1974 e repete o feito 5 vezes.

Ganha em Roland Garros, em 1974, 1975, 1978, 1979, 1980 e 1981, 6 vezes, com dois anos perdidos no meio.

Em Wimbledon, depois de ter uma vitória nos juniores ganha, em 1976, 1977, 1978, 1979 e 1980, 5 anos consecutivos.

No seu percurso teve duas grandes pedras no sapato, uma com o Australian Open, que nunca ganhou, e o U-S-Open, onde perdeu na final por quatro vezes, em 1976, 1978, 1980 e 1981.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Hana Mandlikova

Hana Mandlikova

Na altura, era fã da Hana Mandlikova...

Penso que era óbvio, não gostava muito da Navratilova, nem da Evert, no entanto havia uma jogadora com uma fita no cabelo, que me fazia sonhar com o ténis. O seu jogo era uma delícia de ver, parecia deslocar-se de uma forma tão suave que fazia lembrar o toque da seda. Este jogo clássico raramente se encontra hoje em dia.



Na verdade é que, antes dos anos 90, existia mais campos em relva. Os dois torneios do "Grand-Slam´s" que ela ganhou na Austrália, em 1980 e 1987, eram em relva, passaram a "hard-court" em 1988. O jogo na relva é mais rápido e portanto à táctica mais usada para jogar nesta superfície é um jogo mais ofensivo, mais voltado na tomada da rede, afim de, acabar o ponto com um volei. As raquetes estavam a mudar de madeira para fibras composite, o que alterou mais tarde, visto que os jogadores conseguirem desenvolverem mais potência e mais controlo com elas, as tácticas que eles usavam. No entanto, ela jogou muito do seu tempo com uma raquete de madeira, com uma cabeça reduzida. Ela usava a esquerda à uma mão, tal como, muitas das suas oponentes do momento para servir o seu jogo de ataque.

Ganha em Roland-Garros em 1981, mantendo o seu jogo ofensivo, com uma Hanika mais defensiva, mas que também usava de voleis para acabar alguns pontos.



Para mim, o resultado mais importante da sua carreira foi o jogo que me manteve acordada a noite toda. Estava colada à minha cadeira, sofrendo em silêncio, para que acabasse o terceiro "set" ao seu favor. Na sala estava tudo escuro, menos o pequeno espaço onde eu me encontrava, vidrada na televisão e nas jogadas destas duas jogadoras, era eu, Mandlikova e Navratilova, tantos quilómetros nos separavam, e no entanto, estavam tão perto de mim...

Claro que não gostava da Navratilova, porque estava a torcer pela Hana, mas respeitava esta campeã e sabia que era capaz de vencer. É por isso estava contra ela, só por isso, ela tinha ganho tantos torneios do "Grand-Slam´s" que podia perder um e podia ser este... (não era nada de importante pensava eu...)

O "Jogo" com "J" grande de Mandlikova foi contra a sua compatriota, na final do U-S-Open; isto na
minha opinião.




Navratilova vs Mandlikova 1985 USO
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Roger Federer: "the best in the World"

Não sou fã de Federer, mas tenho de reconhecer que ele tem um ascendente sobre os outros jogadores que me deixa perplexa e curiosa. Antes de aparecer Nadal, ele jogava numa auto-estrada e os outros numa estrada nacional tanto a diferença era grande. Nadal jogando tirou-lhe um pouco o protagonismo, mas com o decorrer do tempo nota-se que existe um desgaste físico no espanhol que não se nota no suíço. Ele permaneceu 4 anos no 1º lugar do "ranking" mundial, perdendo para o Nadal em 2008, mas voltou em 2009 e continua neste lugar. Ganhou 16 das 22 finais de "Grand-Slams" que jogou, é simplesmente incrível...e penso que tem jogo e físico para ganhar mais algumas finais. No fundo só tem 28 anos..

Penso que o seu jogo é a chave da sua longevidade, é fluido, parece que não faz esforços, que a bola é como uma escrava nas mãos dele, ela faz com que ele consiga jogadas extraordinárias e variações incríveis.Ele todo respira ténis e pensando bem passei a ser fã dele...